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Uma função crucial para o sucesso de projetos e produções organizacionais é o comando. Para assumir um cargo que dificilmente será desprezado é fundamental conhecer os tipos de liderança e saber como adequá-los à sua empresa.

Infelizmente, muitos profissionais alcançam um cargo de comando sem entender as principais diferenças entre estilos. Dessa forma, acabam aplicando um modelo que “acreditam” ser adequado.

Para que você não caia nesse erro, preparamos um artigo explicando os principais tipos de liderança e as formas de aplicar cada modelo em uma empresa. Confira!

A liderança na era da globalização

Liderança é uma função designada para auxiliar uma equipe na conquista de objetivos e metas específicas com orientação, comando e incentivo. Há líderes naturais ou por cargo e ambos devem ter as seguintes características como essenciais:

  • carisma;
  • clareza e didática;
  • empatia e respeito;
  • paciência;
  • agilidade nas tomadas de decisão;
  • pensamento estratégico;
  • habilidade em delegar tarefas;
  • competência para motivar e inspirar decisões;
  • auto responsabilidade;
  • proatividade e compromisso;
  • organização e disciplina.

Essas características são importantíssimas para um líder. Dependendo do caso, a pessoa já pode ter tais atributos ou desenvolvê-los em um treinamento para líderes.

Em um mundo globalizado, os fatores externos devem ser muito bem trabalhados para manter a competitividade da organização. Não há isolamento na produção, mas uma mudança repentina de leis e a chegada inesperada de tecnologia e inovação.

A geração futura de líderes deve se antecipar ao mundo conectado e buscar sempre soluções corporativas que auxiliem sua gestão e melhorem a performance de seu comando.

Os principais tipos de liderança

Há vários tipos de liderança, mas apontaremos 7 perfis fundamentais nesse contexto globalizado.

1. Carismático

O líder carismático encontra identificação e carisma junto aos seus seguidores. A construção da liderança se dá por empatia e a equipe se motiva e inspira pela figura do comandante.

Nesse caso, a imagem do líder fala mais alto perante os comandados, não sobressaindo suas qualidades técnicas, habilidades e potencial produtivo. Ainda assim, esse modelo consegue influenciar liderados e impor suas metas e objetivos.

2. Autocrático

A liderança autocrática parte do princípio de que o líder deve ser o centro das atenções e o foco de todas as decisões organizacionais. Esse estilo centraliza as ações e proíbe a participação da equipe em situações de definição.

A única vantagem desse modelo é a centralização. Porém, há vários riscos perante a equipe, como a desmotivação das pessoas, a perda de talentos e até saídas que geram aumento de turnover, causando prejuízos à organização.

3. Democrático

O líder democrático tende a equilibrar as tomadas de decisão, permitindo um foco descentralizado e melhorando a coletividade. Dessa forma, a equipe participa ativamente das ações e ajuda a construir pensamentos, soluções e resultados.

Nesse modelo também há uma boa forma de valorizar a atuação do profissional, melhorando a qualidade de vida no trabalho, o clima organizacional e contribuindo para a valorização e o reconhecimento da equipe.

4. Liberal

No modelo liberal as ações são totalmente transferidas à equipe. Nesse caso, a função do líder é praticamente desnecessária, já que todas as tomadas de decisão são definidas pelos colaboradores.

Subentende-se, nesse caso, que o funcionário é maduro e qualificado o bastante para conduzir as situações do dia a dia. Assim, está pronto para escolher os melhores caminhos.

O líder liberal deixa uma importante lacuna porque a liberdade exagerada abre espaço para condutas profissionais menos responsáveis e dedicadas. É possível que a equipe se sinta relaxada demais e não entregue um serviço satisfatório.

5. Situacional

Entre os estilos mais recomendados da atualidade, o líder situacional tem o feeling aprimorado para perceber as situações, identificar os perfis profissionais e adequar o modelo recomendado de acordo com o momento.

É possível que, em cada caso, um estilo seja mais recomendado e o líder explore aquela situação para aplicar o modelo ideal. Por exemplo, para monitorar um funcionário com perfil mais descompromissado, use uma liderança autocrática. Já um profissional com talento acima do normal permite uma condução mais liberal.

Agindo com esse princípio, o líder situacional tende a encontrar o insight perfeito de atuação em cada caso e a oferecer, na maior parte dos casos, um resultado bem acima do esperado.

6. Técnico

O conhecimento técnico desse tipo de líder é notório perante a equipe profissional e seu elevado saber aumenta o respeito pela pessoa. Tal cenário gera uma sensação de segurança em relação ao superior e permite que os colaboradores tenham confiança nas ações de comando.

Por outro lado, o líder técnico pode acabar inibindo a formação de outros profissionais mais qualificados. Afinal, os colaboradores seguirão de forma intuitiva e natural, não abrindo a mente para uma conduta mais proativa.

7. Coach

É um dos perfis mais modernos e privilegia as pessoas e os resultados. Esse tipo de líder identifica corretamente cada estilo de profissional e trabalha de acordo com suas competências e habilidades.

Por trás da boa liderança para o alcance de resultados há uma proposta estratégica de desenvolver individual e coletivamente as pessoas. O objetivo é construir uma linha de evolução e melhorar o potencial produtivo da organização.

A comunicação também é um princípio ativo desse estilo de liderança que se baseia em feedbacks corretivos, reconhecimento de ações e aprimoramento constante da atuação profissional.

A adequação da liderança

A melhor forma de adequar é fazer uma observação geral da situação. Um projeto ousado e exigente pode ser ideal para um estilo mais experiente e pronto para desafios. O líder situacional ou coach representa uma boa escolha nesse caso.

Para serviços mais mecânicos e menos criativos, um líder autocrático pode ser uma boa escolha, já que as ações não permitem muitas adaptações. Nesse exemplo, um estilo mais “engessado” deve funcionar melhor.

Os modelos democrático e liberal podem ser aplicados em situações de perfil profissional intermediário e projetos menos exigentes. Permitir a construção conjunta do pensamento pode ampliar as possibilidades de acerto e aumentar as chances de sucesso.

Chegamos ao final do nosso artigo sobre os principais tipos de liderança e formas de trabalhá-los na era da globalização. É importante que os gestores dominem o assunto para aproveitar o potencial de cada perfil e contratar corretamente.

Não é hora de parar! O conhecimento sobre o tema pode ser complementado com nosso artigo que mostra como identificar os perfis em uma seleção. Boa leitura!

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