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Provavelmente, você já deve ter ouvido falar nos tipos de entrevista estruturada, semiestruturada e não estruturada, mas será que realmente conhece cada um deles? Venha com a gente neste post descobrir como identificar essas modalidades, por que isso é importante e como elas podem contribuir para sua empresa!

A entrevista é uma das partes principais de um processo de recrutamento e seleção. Ela ajuda a obter novas informações sobre o candidato, permite aprofundar-se em dados já coletados e, ainda, apresenta o participante ao seu possível futuro gestor.

No entanto, para a otimização desse processo, é fundamental saber qual modelo de entrevista é mais adequado para cada caso e como ele deve ser aplicado. Afinal, cada seleção tem suas especificidades, assim como os candidatos têm diferentes perfis e características únicas.

Da mesma maneira, cada tipo de entrevista se encaixa melhor em determinados contextos, interesses e públicos. Por isso, faz toda a diferença saber identificar qual modelo utilizar.

Ficou interessado no assunto? Então, vamos conhecer melhor essas três modalidades!

Entrevista estruturada

É o tipo de entrevista feita baseando-se, completamente, em um roteiro preestabelecido, que contém perguntas genéricas para todo os participantes. As questões precisam ser criadas de acordo com as características e demandas da vaga que está sendo disputada, para que seja possível fazer uma avaliação adequada de cada candidato.

Dessa forma, o primeiro passo para utilizar esse modelo é definir o que a entrevista pretende abordar, ou seja, quais assuntos serão contemplados para obter respostas relevantes para o processo seletivo.

A partir daí, elabora-se um roteiro com perguntas qualificadas. Isso inclui, por exemplo, questões sobre o passado, as experiências de estudo e de trabalho, os interesses e pontos fortes e fracos da pessoa e, obviamente, questões mais específicas, voltadas para o cargo que está sendo oferecido.

Durante a entrevista, o aplicador deve anotar, de maneira clara e completa, todas as respostas de cada candidato. Posteriormente, após o fim da aplicação, é necessário fazer uma pontuação dessas respostas, apontando se elas foram satisfatórias, médias ou insatisfatórias.

É importante ressaltar que os demais avaliadores também deverão ter acesso às respostas e à pontuação atribuída, a fim de que vocês possam discutir e avaliar a situação de cada participante.

A principal vantagem desse tipo de entrevista é que ela evita que algum candidato seja prejudicado ou favorecido, já que todos responderão, exatamente, às mesmas questões. Entretanto, uma de suas desvantagens é que, como o roteiro é fechado, o entrevistador fica um tanto restrito, impedido de se aprofundar melhor em algum assunto.

Entrevista semiestruturada

Nessa modalidade, também se utiliza um roteiro base, preestabelecido. No entanto, existe a possibilidade de incluir novos questionamentos ao longo da conversa, tornando-a focada, mas, ao mesmo tempo, flexível.

A elaboração dos tópicos a serem abordados nessa entrevista segue, inicialmente, a mesma linha de raciocínio do modelo anterior: são contemplados temas básicos sobre cada participante e aspectos mais específicos sobre o cargo — tudo isso visando contribuir para a identificação do candidato mais adequado à vaga.

Contudo, durante a aplicação, o entrevistador tem abertura para se aprofundar em assuntos e acrescentar novos questionamentos, de modo que a entrevista ganha um pouco mais de “liberdade”. Tudo isso, incluindo os acréscimos e as respostas, deve ser registrado e compartilhado posteriormente com os demais avaliadores, de modo que uma análise em conjunto possa ser feita.

Por possuir um roteiro base com questões padronizadas, uma das grandes vantagens da entrevista semiestruturada é justamente que ela mantém um foco, mas também é flexível, permitindo uma abordagem mais ampla. Porém, é preciso ter muito cuidado para não incluir nenhum questionamento baseado em opiniões ou julgamentos pessoais, assim como para não favorecer nem prejudicar ninguém.

Pode-se dizer que esse tipo de entrevista representa uma mistura do modelo estruturado com o não estruturado, afinal, ela junta as ideias principais de cada um. No entanto, isso não a torna, automaticamente, a melhor alternativa para toda e qualquer ocasião: mesmo apresentando muitas vantagens, é preciso fazer uma análise da situação em si e avaliar também as características dos outros modelos.

Entrevista não estruturada

Diferentemente das duas modalidades anteriores, a entrevista não estruturada não é feita com o acompanhamento de um roteiro base. Ela é a modalidade que mais se assemelha a um bate-papo, sendo conduzida apenas com a utilização de perguntas abertas.

Mas, para facilitar sua aplicação e favorecer resultados adequados e eficientes, o entrevistador pode fazer tópicos ou pensar previamente em assuntos que sejam importantes para se abordar. No decorrer da entrevista, ele poderá se aprofundar mais em um assunto ou em outro. Além do mais, pode ser também que apareça um novo tema, o qual não estava planejado.

Nessa modalidade, é fundamental que as perguntas sejam abertas, permitindo que o diálogo flua e evitando respostas apenas de “sim” ou “não”. Essa flexibilidade é uma das vantagens mais significativas desse tipo de entrevista, pois oferece liberdade ao candidato e permite ao aplicador mudar o curso da conversa se achar relevante.

Por outro lado, é preciso lembrar da importância de ter muito cuidado na utilização desse modelo. Como ele não segue um roteiro predefinido, é mais fácil perder o foco, desviar de assuntos relevantes ou mesmo esquecer de abordar algum tema necessário.

Se as entrevistas de cada candidato forem muito diferentes umas das outras, ficará difícil compará-las posteriormente e chegar a um resultado justo e adequado. Além disso, vale ressaltar que é necessário reservar um tempo maior para a aplicação dessa modalidade. Como ela é aberta e não padronizada, pode ser que demore mais e que haja variações na duração da conversa com cada participante.

É importante ainda que o aplicador se sinta preparado para a utilização desse modelo. Apesar de tudo isso, quando aplicada de forma correta e em contextos adequados, a entrevista não estruturada pode trazer boas contribuições.

Por fim, convém destacar que, para se identificar o melhor tipo de entrevista para cada situação, é preciso avaliar bem diferentes fatores, como os objetivos do processo, o que está sendo avaliado e em qual contexto a técnica será utilizada. Em um processo seletivo, é possível, inclusive, fazer uso de dois ou, até mesmo, de todos esses modelos, pois a necessidade de se fazer entrevista aparece em mais de um momento.

Esperamos ter ajudado você a aprimorar ainda mais seus processos com este post sobre os diferentes tipos de entrevista. Agora, que tal continuar investindo em ampliar seus conhecimentos? Confira nosso texto sobre como funciona um processo de recrutamento e seleção!
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