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O monitoramento de funcionários é um recurso valioso para a empresa. Ainda assim, é uma medida bastante polêmica e, em alguns casos, envolve até mesmo aspectos éticos acerca do que é possível, ou não, vigiar. Por isso, é necessário explorar boas práticas de monitoramento e evitar problemas.

Para não infringir os direitos dos colaboradores e, ao mesmo tempo, alcançar melhores controles internos, fique conosco e confira informações importantes sobre o assunto. Neste post, você poderá refletir sobre os limites do monitoramento de funcionários, saber qual é a importância desse tipo de controle e, finalmente, entender como sua empresa pode evitar problemas relacionados a esse aspecto.

Ficou curioso? Então, não perca mais tempo e faça uma ótima leitura!

Quais são os limites do monitoramento de funcionários?

O monitoramento é um conjunto de mecanismos que possibilitam visualizar os funcionários de forma sistêmica enquanto desempenham suas atividades no trabalho. Ele gera dados importantes sobre a segurança das informações empresariais e também sobre a produtividade das equipes.

Um exemplo simples de monitoramento de funcionários, amplamente utilizado, é o ponto eletrônico. Ele controla o horário de chegada e saída dos colaboradores, informando a carga horária em que eles estiveram a serviço da empresa. 

Como você pode ver, essa medida gera segurança tanto para a organização quanto para o colaborador em eventuais casos de processos trabalhistas. Existem, ainda, vários outros métodos de monitoramento, como:

  • histórico de sites acessados no computador;
  • registros de ligações telefônicas;
  • logins em sistemas integrados da empresa;
  • câmeras de vigilância.

O resultado desses controles são informações sobre onde o funcionário esteve, por quanto tempo, com quem falou e como se portou. Por isso, essa prática pode ser considerada invasiva por algumas pessoas, tornando-se bastante polêmica. O controle excessivo dos funcionários pode gerar uma pressão desnecessária, afetando o clima organizacional e até mesmo a produtividade. 

Ainda é importante se ater aos aspectos legais, para que a empresa não acabe violando direitos individuais inalienáveis, como determina o artigo 5º, da Constituição Federal, nos seus incisos X e XII:

  • “X — são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
  • XII – é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.”

Apesar dessa determinação, quando assina o contrato de trabalho, o funcionário concorda com determinadas responsabilidades, tais como envolver-se apenas com atividades relativas ao trabalho enquanto estiver no ambiente empresarial durante sua jornada. Por isso, a empresa tem direito de monitorar determinados comportamentos durante esse período, para garantir o cumprimento do contrato.

O que vale ressaltar é a importância de entender os fins do monitoramento — se é pelo controle e obtenção de dados que contribuirão para o negócio ou se é por simples desconfiança. Nesse último caso, o indicativo é de que a empresa precise tomar outras medidas para evitar esse tipo de cenário.

Qual é a importância desse monitoramento?

Basicamente, se o monitoramento de funcionários fosse algo dispensável, não seria preciso submeter os colaboradores a tanto controle. Porém, a verdade é que ele ajuda a otimizar o andamento do trabalho, gerando diversos benefícios e impactando o resultado do negócio.

É comum, mesmo nas equipes mais engajadas, que existam gargalos nos processos capazes de gerar desperdício de tempo. Sob esse aspecto, o monitoramento, assim como o mapeamento de comportamento, ajuda a melhorar o desempenho dos funcionários.

Se um colaborador perde boa parte do seu dia visitando sites que não têm a ver com o seu trabalho, esse pode ser um indicativo importante de que ele está com tempo livre, por exemplo. Logo, é possível perceber que esse tempo pode ser utilizado de outra forma, com tarefas desafiadoras e úteis. 

Além disso, o monitoramento de funcionários também pode ser um meio de se certificar que os dados e informações da empresa permaneçam seguros. O objetivo, nesse caso, não é reportar todas as ocorrências a um superior, mas criar alertas quando atividades suspeitas acontecerem.

Portanto, quando utilizado de forma respeitosa e para determinados fins, como o controle de informações relevantes para a empresa, o monitoramento é um ótimo recurso.

Como monitorar sem criar problemas na empresa?

Como você viu até aqui, monitorar os funcionários pode ser extremamente benéfico, mas também há a possibilidade de que ele prejudique as equipes — o resultado será definido pela abordagem da empresa. Em vez de se sentirem ameaçadas e vigiadas, as pessoas devem entender que essa medida pode ser uma tática para melhorar o seu desempenho.

Além disso, a forma como os gestores lidam com os resultados do monitoramento também é importante. Quando as informações servem para expor, humilhar ou constranger alguém, não é difícil prever que os efeitos serão bastante negativos. Mas o contrário também é verdadeiro: mesmo com um feedback negativo, a empresa pode incentivar comportamentos mais adequados. 

Para reduzir as desconfianças e garantir o bom senso na utilização do monitoramento de funcionários, elegemos algumas práticas que vão ajudar a acertar a mão no momento de controlar certas informações. Confira!

Descreva as restrições no contrato

Nada melhor do que deixar claro aquilo que a empresa espera que o funcionário faça e o que deve ser evitado no ambiente de trabalho. Por isso, é importante indicar se é permitido acessar às redes sociais, utilizar o tempo livre para ligar para casa ou adiantar um trabalho da faculdade, por exemplo.

Não existe uma determinação sobre isso. Cada empresa escolhe como quer lidar com esses detalhes. Portanto, é sempre bom alertar sobre o que pode ou não ser feito. Uma sugestão é elaborar um manual de conduta que informe detalhadamente as expectativas da organização, evitando o desconhecimento das regras.

Comunique claramente o monitoramento

Uma vez que o monitoramento serve para interesses da empresa e que o contrato determina que, durante o horário de trabalho, os funcionários devem cuidar apenas de assuntos laborais, a atividade monitorada é perfeitamente permitida. Logo, é preciso que os colaboradores saibam disso.

Portanto, comunique sobre o monitoramento e explique como ele acontece. Assim, caso a equipe de controle tenha acesso a alguma informação pessoal do funcionário em função de mau comportamento, ele não poderá reclamar.

Utilize o bom senso

O monitoramento de funcionários não deve servir como uma armadilha preparada para que os gestores tenham acesso ao mau comportamento de um profissional e venham a expô-lo. Portanto, não se trata de uma medida de má-fé. Pelo contrário, busca otimizar a conduta individual para que a empresa alcance resultados melhores.

Dessa forma, evite medidas que possam prejudicar os funcionários e tente utilizar o monitoramento como uma medida de desenvolvimento e não como um modo de punição.

É importante ter em mente que, no momento da contratação de um talento, a empresa estabelece uma espécie de parcerias com ele, afinal, confia nas suas habilidades e experiência. Logo, não há porque transformar o monitoramento de funcionários em uma prática desconfortável para nenhuma das partes.

Agora que você já sabe como conduzir o monitoramento de funcionários de forma saudável e acertada, que tal continuar aprendendo métodos para melhorar a rotina empresarial? Assine nossa newsletter e fique por dentro de todos os nossos posts!



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