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Você já ouviu falar sobre a Síndrome Burnout? Essa é uma questão cada vez mais comum nos dias de hoje, afetando trabalhadores de diferentes áreas, em diversas partes do mundo. Acontece que, infelizmente, muitas pessoas ainda não sabem do que ela se trata ou não a levam tão a sério, o que precisa ser mudado o mais rápido possível.

O Burnout prejudica a saúde psíquica, emocional e até mesmo física de um indivíduo, impactando a sua vida pessoal e profissional. Muito frequente nas organizações, trata-se de um fator ao qual os gestores e líderes precisam ficar atentos, tomando cuidado com eles mesmos e com seus colaboradores. 

Para conhecer melhor essa síndrome e já tomar certas providências, é só continuar lendo!

O que é a Síndrome de Burnout e quais os principais sintomas?

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico causado, principalmente, pelo desgaste e/ou o excesso de trabalho. Ela também é conhecida como a Síndrome do Esgotamento Profissional e suas causas podem estar relacionadas a fatores físicos, ambientais, psicológicos e emocionais. 

A OMS incluiu esse transtorno no grupo 24 do CID-11, envolvendo-o no conjunto de problemas ligados a emprego e desemprego. Qualquer trabalhador pode desenvolver o quadro, mas o maior número de ocorrências está entre pessoas que atuam com contato pessoal direto e intenso, muitas responsabilidades, pressão e competitividade, entre outros elementos.

Dessa forma, profissionais de RH e outros colaboradores, professores, médicos e policiais são alguns dos grupos mais afetados. Os sintomas incluem, por exemplo, cansaço excessivo (físico e/ou mental), dor de cabeça ou dores musculares frequentes, insônia, insegurança, sensação de incapacidade ou inferioridade, irritabilidade, mudanças no apetite, alterações de humor, isolamento, fadiga, pressão alta, sintomas cardíacos e queda no rendimento, entre outros. 

Quais os impactos da Síndrome de Burnout?

Assim como os sintomas, os efeitos também são muitos. Alguns exemplos incluem a dificuldade de atenção e de concentração, a baixa autoestima, o estresse e o “piloto automático” em diferentes atividades da vida. A Síndrome de Burnout ainda pode levar a pessoa a ter depressão profunda e outros quadros clínicos de intensa gravidade.

Existem casos de batidas de carro em decorrência desse problema. Além disso, é preciso pensar em riscos de perdas sociais, afastamento da família e amigos e até mesmo outros ocorridos mais extremos. No que se refere ao trabalho, entre outras consequências, a pessoa pode se desanimar, se frustrar e se achar impotente diante de sua carreira, além de ter problemas para desempenhá-la. 

Como tratar a Síndrome de Burnout e como preveni-la?

O primeiro passo é procurar um psicólogo ou um psiquiatra. O tratamento vai envolver a psicoterapia e, se necessário, o uso de medicamentos, como ansiolíticos ou antidepressivos. A pessoa tem o direito, garantido por lei, de tirar licença do trabalho e isso é altamente recomendado.

Junto ao tratamento, é de extrema importância cuidar dos seus hábitos e do seu estilo de vida. A busca por atividades prazerosas, exercícios físicos e práticas de relaxamento, como a meditação, fazem muita diferença e também são recomendações frequentes. Além disso, trabalhar a autoestima e ressignificar o trabalho, atribuindo-lhe menos cobrança e dando valor a si mesmo e a outras coisas, são pontos nos quais vale a pena investir.

Profissionais indicam que, ao voltar a trabalhar, o ideal é um retorno gradativo, com respeito às suas necessidades e aumento das demandas aos poucos. É fundamental ter cuidado para mudar as condições de trabalho, de modo a não ficar como antes e evitar a volta ou a piora do problema. 

O tempo de tratamento varia de acordo com cada caso, apesar de algumas pessoas estipularem estimativas. Vale lembrar que, se a Síndrome de Burnout estiver acompanhada de outro transtorno, como a depressão, este também precisará do tratamento adequado.

A prevenção da Síndrome Burnout inclui atividades físicas e de relaxamento e momentos de lazer, entre outros fatores. As boas condições e o equilíbrio de trabalho, claro, também são fundamentais. Esses cuidados valem para qualquer pessoa. O estresse e o desgaste em escalas menores também devem ser cuidados para a sua qualidade de vida pessoal e profissional.

Para auxiliar em suas atividades de gestão, você pode conferir nosso post sobre as soft skills e entender como avaliá-las em um candidato!

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