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Você sabe quais os tipos de feedback existentes nas empresas? Os feedbacks são muito utilizados nas organizações com o objetivo de incentivar ou aprimorar o desempenho e a conduta dos colaboradores. No entanto, colocá-los em ação pode ser um desafio.

Um feedback é um parecer ou uma resposta sobre algo, a partir de alguma avaliação. Porém, ao contrário do que muitos pensam, ele não deve ser baseado em opiniões: é preciso fundamentá-lo em dados objetivos e verificáveis. Além disso, esse recurso serve tanto para indicar pontos negativos quanto para dar validação e reconhecimento.

No intuito de clarear ainda mais esse assunto, selecionamos quatro tipos de feedback para apresentarmos a você, comentando também os melhores momentos e formas para aplicar cada um. Confira!

Feedback positivo

Como foi dito, é necessário reconhecer bons resultados ou mesmo ações bem executadas. Quando um profissional atinge sua meta, dá uma boa sugestão à empresa ou melhora uma postura que não estava adequada, é importante elogiá-lo e mostrar que isso é valorizado.

É o que chamamos de feedback positivo, ou seja, aquele retorno que aponta para um colaborador ou uma equipe que está se saindo bem. Um elogio sincero pode motivar tanto quanto um aumento de salário.

Esse tipo de feedback também ajuda a reforçar e a manter as condutas positivas, além de contribuir para um relacionamento saudável entre gestores e colaboradores. Vale lembrar que a prática precisa ocorrer de forma autêntica e natural. Não deve ser superficial, insignificante ou forçada.

Você pode dar feedbacks positivos de forma particular ou pública. Na segunda opção, porém, é essencial tomar cuidado para não incentivar uma competitividade negativa, criar inveja ou rivalidades entre os membros de uma equipe. Se outro colaborador vai receber um retorno negativo na mesma época, por exemplo, é mais recomendado fazer tudo individualmente, para não parecer que há uma comparação entre as pessoas.

O feedback positivo também pode ser dado via e-mail ou por telefone. No entanto, a conversa presencial costuma ser a melhor opção, pois demonstra mais valor ao indivíduo.

Feedback construtivo

A ideia desse tipo de feedback é sinalizar como se pode melhorar em um determinado aspecto da rotina de trabalho. Trata-se de apresentar e reconhecer os bons resultados de alguém, oferecendo também alternativas para que o desempenho melhore ainda mais.

Por reforçar determinadas atitudes, esse tipo de feedback pode ser confundido com o positivo. A diferença é que ele não apenas parabeniza alguém, mas indica formas de manter ou de aperfeiçoar alguma habilidade.

Suponhamos que um gestor analisou o trabalho de um colaborador e, apesar de estar dentro da média, percebeu-se que há formas de melhorar. Nessas situações, é necessário apontar que o desempenho anda tendo um balanço positivo, mas que é possível ampliá-lo.

Ao receber essas orientações, o colaborador terá mais motivação para continuar atendendo às expectativas da empresa. Você pode iniciar um feedback construtivo sinalizando apenas os aspectos positivos, até mesmo para reduzir a ansiedade do profissional. Essa conversa deve ser feita em particular e, de preferência, pessoalmente, mas opções como o e-mail ou o telefone não são descartáveis.

Feedback corretivo

Embora também possa ser chamado de feedback negativo, o nome corretivo parece caber melhor aqui. Afinal, esse feedback é aquele que tem o objetivo de corrigir uma ação ou conduta inadequada.

Contudo, entenda que não se trata de algo com caráter punitivo. Se um colaborador anda demonstrando uma postura incorreta, a empresa deve sinalizá-lo sobre isso de forma profissional, sem afetar seu bem-estar e mostrando outras formas de atuar.

Dessa maneira, é necessário tomar cuidado na hora de dar esse tipo de feedback. Aquele que for recebê-lo não deve ficar com esse medo ou se sentir ofendido. Caso isso aconteça, é bem provável que o feedback perca a sua efetividade, e que os resultados, tanto para o indivíduo quanto para a organização, sejam negativos.

Nessa modalidade, o planejamento e a escolha das palavras são ações ainda mais importantes. Não se deve ser duro demais e é preciso demonstrar apoio ao colaborador. É recomendável, ainda, iniciar a conversa comentando sobre aspectos positivos, ou mesmo pedindo ao profissional que dê um feedback sobre a empresa, suas atividades e sua rotina, por exemplo. Assim, você reduz a tensão da situação e demonstra ao indivíduo que ele é valorizado.

O melhor é que o feedback corretivo seja dado presencialmente, principalmente quando o assunto for mais complexo. Ele deve, essencialmente, ser feito de forma particular. Também é válido ressaltar que esse feedback não deve conter injúrias, grosserias ou menosprezo. A ideia é estimular e apontar para uma pessoa (ou um grupo) que pode atuar de outra maneira, mais adequada. Tome cuidado com opiniões e julgamentos pessoais, que não devem interferir no momento.

Feedback ofensivo

Diferentemente dos anteriores, esse tipo de feedback não deve ter seu lugar em nenhuma situação. Afinal, ele é bastante prejudicial tanto para as relações quanto para a saúde das pessoas.

Além de desvalorizar ou desqualificar alguém ou algum grupo, ele pode levar a sentimentos e comportamentos não recomendados, como agressividade, revide ou insegurança. A empresa em nada se beneficia com essa conduta, já que gera insatisfação, reduz a produtividade, prejudica o clima organizacional e até aumenta os índices de rotatividade.

Assim, é preciso ter muito cuidado para não dar um feedback ofensivo. É preciso ter atenção e observar se os retornos construtivos e corretivos, dados pelos gestores e líderes, não contêm nada que possa ser entendido como ofensa.

Dar feedbacks pode ser bem desafiador. Mas há uma boa notícia: por ter cada vez mais importância, essa é uma prática que se aprende e se melhora com o tempo. Afinal, feedbacks são fundamentais para a cultura organizacional e para o relacionamento com os colaboradores, quando feitos de maneira adequada.

A cultura de feedbacks ajuda no acompanhamento da empresa. Para implementá-la do jeito certo, você acabou de dar um passo fundamental: conheceu os diferentes tipos de feedback e aprendeu em qual momento utilizá-los. Agora, basta partir para a ação!

Para finalizar, valem algumas considerações sobre as modalidades apresentadas (com exceção da ofensiva, que não deve ser utilizada): as palavras devem ser bem escolhidas para transmitirem a mensagem certa e não fazer mal ao colaborador. Um planejamento prévio é sempre recomendável. Além disso, a conversa presencial deve ser priorizada. Agora sim, você conta com todas as dicas para dar bons feedbacks!

Esperamos que tenha gostado de conhecer quais os tipos de feedback da área corporativa! Para continuar otimizando seus processos internos, convidamos você a conhecer mais sobre o modelo de avaliação 180° e por que implantá-lo em sua empresa!

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