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Um aumento inesperado na produção ou a necessidade de ampliar as operações da empresa são situações que mobilizam o RH para encontrar novos colaboradores para o negócio. E é em momentos como esses em que surge a pergunta: quanto custa um funcionário para minha empresa?

Negligenciar essa questão ou confundir o salário com o custo de um funcionário pode comprometer todo o planejamento da sua instituição e até obrigá-la a abandonar as operações.

Para que você não cometa esse erro, ao longo deste artigo vamos apresentar as principais despesas de um novo profissional, as diferenças entre modelos de contratação e um checklist para que você possa prever com exatidão quanto custa um funcionário.

Quais os custos adicionais da contratação de um funcionário?

Antes de passarmos aos cálculos, é preciso compreender que existem três tipos de despesas que compõem o custo de um colaborador: recebimentos, encargos e custos operacionais.

Isso vai muito além do salário.

Recebimentos

Essa primeira parcela dos custos corresponde aos valores que são entregues ao empregado, na forma de salário ou adicionais:

  • salário líquido;
  • 13º salário;
  • adicional de férias;
  • férias indenizadas ou usufruídas;
  • PLR;
  • vale-transporte;
  • vale-alimentação e cestas básicas.

Encargos

Somam-se aos valores acima os impostos e as contribuições sindicais incidentes sobre a atividade do empregado. Esses valores podem variar conforme o regime tributário e o tipo de atividade, mas os principais são:

  • Imposto de Renda;
  • INSS do Empregador;
  • Multa do FGTS;
  • Contribuição do Sistema S;
  • Licença-paternidade e maternidade.

Custos Operacionais

Por fim, o profissional de RH não pode deixar de considerar os custos de administração da adição de um novo profissional ao quadro da empresa, que acarreta despesas como:

  • uniformes;
  • eventos e ações de comunicação interna;
  • treinamentos;
  • ginástica laboral;
  • manutenção do refeitório.

PJ ou CLT? Quais as vantagens de cada modelo de contratação?

Diante de todas essas despesas, sobretudo daquelas decorrentes dos encargos, muitos empresários buscam o regime de contratação de PJ como alternativa.

Apesar de mais econômico, o modelo de prestação de serviços por contrato pode acarretar em um sério risco jurídico para a empresa.

Caso fique constatada a existência de vínculo empregatício entre a instituição e o colaborador PJ, sua organização pode ser condenada a pagar todos os tributos não pagos, além de precisar indenizar o funcionário.

Sendo assim, você pode até contratar um colaborador PJ, mas estude todas as condições de trabalho para que a relação não possa ser caracterizada como um emprego previsto na CLT.

Como calcular os custos de um novo colaborador?

Para que você não se esqueça de nenhum dos quesitos na hora de incluir os custos de pessoal no seu planejamento financeiro, fizemos um checklist.

☑ tenha em mente o salário do novo profissional;

☑ adicione ao custo as despesas com transporte e alimentação;

☑ some o valor com os impostos aplicados sobre a sua atividade empresarial;

☑ acrescente os custos de operação ao montante;

☑ deduza desse valor os percentuais pagos pelo funcionário (6% de vale-transporte, 20% de alimentação…).

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o montante final equivale em média a 283% do salário-base do colaborador. A FGV até construiu uma tabela para auxiliar você nesse cálculo.

A questão de quanto custa um funcionário para sua empresa pode tornar-se ainda mais impactante com os custos de uma demissão e o treinamento de um novo funcionário. Por isso, é fundamental que você construa um processo de contratação eficiente. Quer saber como? Baixe o nosso e-book agora e aprenda dicas infalíveis sobre o tema!

 

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